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21/08/2018 - Café e câncer: uma ligação de mão dupla

 


O café é uma paixão nacional, mas também esconde o risco de câncer. Na Califórnia, nos EUA , já existe uma lei que obriga as companhias que vendem a bebida a alertar os consumidores sobre essa relação. A química e pós-doutora em neurociência sensorial no Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) Silvia Siag Oigman é especialista em café e nos conta sobre suas pesquisas no tema, revelando que o modo de preparo pode fazer com que a bebida tanto aumente o risco da doença quanto tenha potencial anti-tumoral.

Por que o café passou a ser relacionado ao câncer?

Cafés, quando torrados em altas temperaturas, podem conter hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA ), compostos mutagênicos e cancerígenos. Segundo algumas pesquisas, esses compostos estão associados ao aumento do risco de câncer de bexiga. Por outro lado, os últimos estudos epidemiológicos são bastante otimistas em relação ao benefício do consumo regular e moderado da bebida, estando inversamente relacionado ao risco de câncer de fígado (em ambos os sexos) e pulmão (em homens). No entanto, no momento da análise dos dados, não foram levadas em consideração informações como o grau de torra e o método de preparo.

Quais substâncias estão presentes no café e o que elas podem trazer de benéfico ou de nocivo em relação ao câncer?

O café é uma mistura rica em compostos bioativos, como a cafeína, os ácidos clorogênicos e os diterpenos. Os diterpenos possuem potencial atividade antitumoral (como câncer de cólon e, principalmente, de fígado). Já os HPA estão presentes em cafés muito torrados. Existe uma quantidade mínima ou máxima de ingestão de café recomendada por dia para se obter os benefícios? O café é considerado um alimento funcional. Segundo os estudos epidemiológicos, seu consumo regular e moderado (de três a cinco doses) tem sido indicado para pessoas saudáveis. Levando em consideração os efeitos da torra na composição química e o fato de o café ser uma das bebidas mais consumidas no mundo, à luz do conhecimento de hoje, me parece razoável assumir, por hora, que o consumo de café em torra média seria a prática mais recomendada para mitigar os possíveis riscos e maximizar os efeitos benéficos do café na saúde e bem-estar.

Existem diferenças no tipo do café ou no seu preparo?

O método de preparo do café influencia sua composição. Cafés filtrados e coados possuem menos diterpenos, já que ficam retidos na borra. Dessa forma, pensando em se beneficiar do potencial benefício antitumoral do café, os métodos expresso, moka (cafeteira italiana) e turco seriam os indicados. Mas, assim como a cafeína, que possui prós e contras, vale destacar que esses compostos podem aumentar o colesterol sérico, representando uma possível ameaça para a saúde coronária.

Fonte: Revista Onco Online